As ripas do forro, não são somente ripas no forro.
Juntas elas formam grades.
Em pensar que eu me deito na cama e miro o teto.
E quando eu durmo e acho que estou livre de tudo
eu acordo e vejo que foi só mais uma noite na prisão.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Ai, como eu queria...
Se por um momento o mundo parasse, e eu pudesse retomar o meu lugar,eu não o faria... Pois meu lugar é vago, é oco e turbulento... Preferiria por outra em meu lugar, alguém que soubesse lidar com tudo aquilo que temo, que enfrente minhas derrotas de cabeça erguida, que não se esquive quando tem vontade de se lançar ao mundo...
Alguém que não esteja com os braços cruzados quando o mundo lhe abraçar... Que seja digno de profetizar a fé que eu reprimo...
Não quero quem em frente ao espelho encha os olhos com uma satisfação repugnante, nem que exale seu perfume fétido por onde passa!
Não quero quem cheire ao terror do egocêntrismo, nem quem tenha nos olhos todo brilho e glamour do egoísmo que possui...
Não quero alguém que se esconda atráz de um sorriso idiota, nem quem agrida o sentimento dos outros...
Quero alguém com sentimento, e que dentro de si carregue a essência de tudo aquilo que for mais puro e lindo...
Quero que plantem flores no meu lugar, que cultivem cada semente que ali brotar... Que semeie tudo aquilo que deixei pra tráz... transformando-o no mais belo paraíso milimétrico.
Mas creio que se o mundo parasse só por um instante, nada disso seria possível...
Nada mais justo que quem preencha o lugar oco e turbulento, seja sua própria criadora!
Se por um momento o mundo parasse, e eu pudesse retomar o meu lugar,eu não o faria... Pois meu lugar é vago, é oco e turbulento... Preferiria por outra em meu lugar, alguém que soubesse lidar com tudo aquilo que temo, que enfrente minhas derrotas de cabeça erguida, que não se esquive quando tem vontade de se lançar ao mundo...
Alguém que não esteja com os braços cruzados quando o mundo lhe abraçar... Que seja digno de profetizar a fé que eu reprimo...
Não quero quem em frente ao espelho encha os olhos com uma satisfação repugnante, nem que exale seu perfume fétido por onde passa!
Não quero quem cheire ao terror do egocêntrismo, nem quem tenha nos olhos todo brilho e glamour do egoísmo que possui...
Não quero alguém que se esconda atráz de um sorriso idiota, nem quem agrida o sentimento dos outros...
Quero alguém com sentimento, e que dentro de si carregue a essência de tudo aquilo que for mais puro e lindo...
Quero que plantem flores no meu lugar, que cultivem cada semente que ali brotar... Que semeie tudo aquilo que deixei pra tráz... transformando-o no mais belo paraíso milimétrico.
Mas creio que se o mundo parasse só por um instante, nada disso seria possível...
Nada mais justo que quem preencha o lugar oco e turbulento, seja sua própria criadora!
cativeiro
Engraçada a forma como te encontrei.
Não havia nada além de um simples interesse superficial, a luz me atraíu e me rendi a algo que eu era tão indiferente.
Te vi e não me abalei, te senti e não me preocupei.
Aos poucos fui te conhecendo, e foi devagar que me afastei do meu mundo, sem perceber fechei os olhos e me joguei...
Abri mão de coisas que nunca pensei que perderia, e fiz da tua a minha razão de viver.
Por fim, acabei te amando, gostando de coisas que jamais teria me atraído, renunciando a outras que se quer pensei que pudesse viver sem...
Quando me dei conta tu já havia largado minha mão e eu não sabia aonde eu estava.
Abri meus olhos e tudo que via era o breu e a escuridão.
Me largaste dentro de um túnel (claro, como não tinha pensado nisso antes!?). Descobri que onde há muita luz em um único ponto para o resto só sobra a obscuridade.
Me puxaste para dentro do teu mundo e me colocaste junto à tuas agonias.
E então percebi que toda tua superioridade era decadente e o que tu tinha como prioridade era o egoísmo.
Fiquei naquele lugar úmido e escuro pouco mais de um mês, me alimentando da tua calorosa piedade, estava de olhos abertos e nem tua presença iluminava mais a escuridão.
Então decidi, procurei por feixes de luz por todos os lados... rodei, rodei e nada.
Fechei novamente os olhos, me deitei no chão frio e fiz um apelo a mim mesma.
Quando abri os olhos vi a luz e eu sabia exatamente aonde eu estava.
Escalei e descobri meu mundo exatamente como eu havia deixado.
Mas fica aqui a nota de um pequeno engano meu: Te encontrar não foi tão engraçado assim
Não havia nada além de um simples interesse superficial, a luz me atraíu e me rendi a algo que eu era tão indiferente.
Te vi e não me abalei, te senti e não me preocupei.
Aos poucos fui te conhecendo, e foi devagar que me afastei do meu mundo, sem perceber fechei os olhos e me joguei...
Abri mão de coisas que nunca pensei que perderia, e fiz da tua a minha razão de viver.
Por fim, acabei te amando, gostando de coisas que jamais teria me atraído, renunciando a outras que se quer pensei que pudesse viver sem...
Quando me dei conta tu já havia largado minha mão e eu não sabia aonde eu estava.
Abri meus olhos e tudo que via era o breu e a escuridão.
Me largaste dentro de um túnel (claro, como não tinha pensado nisso antes!?). Descobri que onde há muita luz em um único ponto para o resto só sobra a obscuridade.
Me puxaste para dentro do teu mundo e me colocaste junto à tuas agonias.
E então percebi que toda tua superioridade era decadente e o que tu tinha como prioridade era o egoísmo.
Fiquei naquele lugar úmido e escuro pouco mais de um mês, me alimentando da tua calorosa piedade, estava de olhos abertos e nem tua presença iluminava mais a escuridão.
Então decidi, procurei por feixes de luz por todos os lados... rodei, rodei e nada.
Fechei novamente os olhos, me deitei no chão frio e fiz um apelo a mim mesma.
Quando abri os olhos vi a luz e eu sabia exatamente aonde eu estava.
Escalei e descobri meu mundo exatamente como eu havia deixado.
Mas fica aqui a nota de um pequeno engano meu: Te encontrar não foi tão engraçado assim
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
overdose
deixo de lado os excessos.
excesso de gente ignorante.
excesso de desconfiança.
excesso de raios venenosos.
excesso de anjo propagando a indiferença.
quero exceder.
exceder amor no meu coração machucado.
exceder minha confiança nos que me inspiram.
exceder o sentimento que eu nunca souber doar.
ter uma overdose de amor e não precisar injetar a adrenalina.
excesso de gente ignorante.
excesso de desconfiança.
excesso de raios venenosos.
excesso de anjo propagando a indiferença.
quero exceder.
exceder amor no meu coração machucado.
exceder minha confiança nos que me inspiram.
exceder o sentimento que eu nunca souber doar.
ter uma overdose de amor e não precisar injetar a adrenalina.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Eu sei que não posso negar o mal que já fiz.
Não posso curar as dores que causei.
Não sei como usar a luz sem cegar teus olhos.
E eu não gosto disso.
Eu não sei porque você não desfaz o mal que e fez.
Porque não me resgata do inferno de dor que me lançou.
Tua luz não chega a me cegar, mas me nego a tirar os óculos escuros.
E eu não gosto disso.
Mas eu gosto de você.
E você não gosta disso.
E nem de mim.
Não posso curar as dores que causei.
Não sei como usar a luz sem cegar teus olhos.
E eu não gosto disso.
Eu não sei porque você não desfaz o mal que e fez.
Porque não me resgata do inferno de dor que me lançou.
Tua luz não chega a me cegar, mas me nego a tirar os óculos escuros.
E eu não gosto disso.
Mas eu gosto de você.
E você não gosta disso.
E nem de mim.
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