sexta-feira, 25 de junho de 2010

maçante

Ele parou o coração dela;
mas teve que conviver com os próprios batimentos solitários.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Hoje salvei um passarinho,

que se apaixonou pelo próprio reflexo e tentou abraçar o vidro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

disfarce

'E eu aqui queimando no inferno da solidão,
preferi desistir de tentar.
E o seu olhar que arranca a voz da minha garganta
e finge não me procurar.'

quarta-feira, 16 de junho de 2010


você poderia morrer hoje.
deixará muitas coisas pendentes na sua vida.
mas saiba que na minha você fez o serviço completo.

e dessa vez nem foi eu quem disse.

Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas – porque tenho uma mente fértil e delirante – e porque posso achar errado – e ter que me desculpar – e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que nada é para sempre.
.Gabriel García Marquez

sexta-feira, 11 de junho de 2010

dirigiu rápido até em casa.
entrou correndo, e abriu a porta do quarto.
soltou um suspiro de alívio, seu maior tesouro ainda estava debaixo das cobertas.
pequena, parecendo ainda menor encolhida.
ele sorriu sem acreditar que pudesse encontrar nela coisas tão grandiosas.
coisas que nele não cabiam.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

faíscas

Ela olhou pra ele um instante, tentando encontrar no negro de seus olhos uma brecha para ela entrar.
Avaliou as mãos grandes e o porte protetor.
Ele não reparava, apenas tragava o cigarro.
Ela sentiu uma fisgada no peito.
Seguiu ele até o estacionamento.
Ele falava ao telefone.
Ela descompassada, o olhar furtivo.
Derrepente ele a encara, desliga o telefone.
Percebe como à meia-luz os olhos dela parecem faíscar.
Sorri, e a escora no seu peito.
Lhe afaga os cabelos e a beija silênciosamente.
E foi assim que ela entrou, pela boca dele.
E se instalou no coração.
Ele já estava instalado no dela,
tinha entrado pela fresta invísivel que no peito dela existia.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

eu gosto é do estrago

não sei lidar com gente dramática, e sou ranzinza com gente chata.
admiro pessoas que me ignoram, e amo de paixão as que me irritam.
odeio gente que fala demais sem dizer nada, odeio gente que grita.
gosto de pessoas que sabem mentir, que são espertas.
não gosto de pessoas que sabem contar piadas.
piadistas fracassados, humor no sense, esses sim são dignos de uma gargalhada.
não gosto do morno.
ou as pessoas são, ou não são.
gosto de quem dá a cara a tapa, mas não daquelas que dão e depois vem choramingar.
gosto de coragem.
de fúria nos olhos.
não existe nada mais lindo nessa vida do que um olhar que arde em ódio.
tenho urgência em viver.
gosto do sol do dia de hoje.
gosto de pessoas que choram, por tristeza, felicidade e por ódio.
herdei da minha mãe a mania de chorar por ódio, depois de tudo resolvido.
gosto de gente feliz, FELIZ.
me apaixono pelo silêncio alheio.
amo e desamo, assim rapidinho.
odeio, e ponto.
tenho amigos mal vistos, mal falados, e curiosamente, esses são os que eu dou mais valor, porque eles ocultam pessoas fascinantes atrás de um caráter duvidoso.
gosto de gente imprevisível, que bata na minha janela às 2h da manhã depois de roubar um carro.
gosto de velocidade, de tiroteio.
a adrenalina é a coisa mais viciante que pode existir.
não sei canalizar meus sentimentos, nem reprimir a palavra.
não sou centrada e odeio que se metam na minha vida.
nada altera minhas decisões, não por eu ser firme, mas sim teimosa.
não tenho problemas em admitir meus defeitos, na verdade eu até me divirto com eles.
não quero saber dos problemas dos outros, não quero dar conselhos.
detesto ser 'ombro amigo', não nasci pra opinar na vida de ninguém.
tenho muitos amigos soltos.
gosto de diversão, de montanha-russa, de ficar de cabeça pra baixo.
gosto do grave.
gosto de cachorros e passarinhos.
odeio coisas molhadas.
gosto de linhas preenchidas e de pessoas completas.
fomos feitos pra caminhas sobre duas pernas, não quatro.
por isso que as pessoas se frustram.
por isso que eu me irrito!!
mas claro existem perspectivas diferentes...
o que ninguém percebe é que tudo acaba em pizza.
me perdoem as pessoas que acreditam no amor incondicional, incontestável e infinito.
cada um acredita no que quiser.
não posso alterar a concepção alheia.
cada um é feliz à sua maneira.


mas asseguro que a minha é mais divertida!
(haha)
beijos