Ela olhou pra ele um instante, tentando encontrar no negro de seus olhos uma brecha para ela entrar.
Avaliou as mãos grandes e o porte protetor.
Ele não reparava, apenas tragava o cigarro.
Ela sentiu uma fisgada no peito.
Seguiu ele até o estacionamento.
Ele falava ao telefone.
Ela descompassada, o olhar furtivo.
Derrepente ele a encara, desliga o telefone.
Percebe como à meia-luz os olhos dela parecem faíscar.
Sorri, e a escora no seu peito.
Lhe afaga os cabelos e a beija silênciosamente.
E foi assim que ela entrou, pela boca dele.
E se instalou no coração.
Ele já estava instalado no dela,
tinha entrado pela fresta invísivel que no peito dela existia.
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