'Apaga a luz e vem.'
Eu sempre apaguei, sempre fui cúmplice não ousava sair dali.
Amava muito tudo que tu me oferecia, amava ouvir tua respiração e imaginar o que tu estaria pensando em meio à obscuridade da tua casa.
Gostava da sensação que me causava olhar o brilho que teus olhos tinham, duas lanternas a me fitar.
Mas tu sempre ia embora antes do sol nascer.
Eu acordava sempre com sangue no lençol e a cama vazia.
Lembro da última vez que te vi, e sim, ainda estava escuro, sentia o calor da tua pele, e tua face quase se desfez na minha.
Foi quando percebi uma coisa estranha, não havia luz em ti.
Dessa vez a escuridão ocultou o brilho dos teus olhos, o que emanou luz foi navalha que perfurou meu peito.
Meu lençol agora é branco, e eu durmo de luz acesa.
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