segunda-feira, 22 de novembro de 2010

cativeiro

Engraçada a forma como te encontrei.
Não havia nada além de um simples interesse superficial, a luz me atraíu e me rendi a algo que eu era tão indiferente.
Te vi e não me abalei, te senti e não me preocupei.
Aos poucos fui te conhecendo, e foi devagar que me afastei do meu mundo, sem perceber fechei os olhos e me joguei...
Abri mão de coisas que nunca pensei que perderia, e fiz da tua a minha razão de viver.
Por fim, acabei te amando, gostando de coisas que jamais teria me atraído, renunciando a outras que se quer pensei que pudesse viver sem...
Quando me dei conta tu já havia largado minha mão e eu não sabia aonde eu estava.
Abri meus olhos e tudo que via era o breu e a escuridão.
Me largaste dentro de um túnel (claro, como não tinha pensado nisso antes!?). Descobri que onde há muita luz em um único ponto para o resto só sobra a obscuridade.
Me puxaste para dentro do teu mundo e me colocaste junto à tuas agonias.
E então percebi que toda tua superioridade era decadente e o que tu tinha como prioridade era o egoísmo.
Fiquei naquele lugar úmido e escuro pouco mais de um mês, me alimentando da tua calorosa piedade, estava de olhos abertos e nem tua presença iluminava mais a escuridão.
Então decidi, procurei por feixes de luz por todos os lados... rodei, rodei e nada.
Fechei novamente os olhos, me deitei no chão frio e fiz um apelo a mim mesma.
Quando abri os olhos vi a luz e eu sabia exatamente aonde eu estava.
Escalei e descobri meu mundo exatamente como eu havia deixado.


Mas fica aqui a nota de um pequeno engano meu: Te encontrar não foi tão engraçado assim

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